Prezados,
Após quatro anos de obras – concluídas em fevereiro de 2008 – o Blue Mountain Resort, na cidade de Campos do Jordão, ainda encontra-se inativo. O motivo é uma Ação Civil Pública fruto de um tremendo engano, haja vista que, antes do início da construção, o Grupo Blue Star, responsável pelo projeto, obteve todas as licenças necessárias. O embargo já dura um ano e o processo aguarda julgamento desde julho de 2008.
A grande indagação que surge é: quem ganha com um empreendimento, desta magnitude e importância para a cidade, fechado? Difícil de responder. Mas é fácil saber quem perde. É a cidade de Campos do Jordão e o turismo paulista. Com o resort fechado, deixamos de gerar aproximadamente 200 postos de trabalho diretos, que seriam preenchidos por pessoas que residem em Campos do Jordão.
Por se tratar de um empreendimento administrado por uma grande rede hoteleira, todos os colaboradores receberiam treinamentos e cursos específicos, aumentando a capacitação e o aperfeiçoamento de todos. A obra empregou somente pessoas da cidade, movimentando também a economia local. Da mesma forma, a grande maioria dos serviços e insumos foram adquiridos na região, girando recursos financeiros dentro das fronteiras jordanenses.
Como aconteceu durante a sua construção (onde foram privilegiados fornecedores de produtos e serviços da própria cidade), após a sua conclusão todos os produtos e serviços necessários às atividades do resort seriam adquiridas de empresas locais. Por isso, reafirmo que o prejuízo não é apenas do Grupo Blue Star, mas sim da cidade e dos seus cidadãos. No entanto, já são algumas temporadas perdidas com prejuízos incalculáveis para todos. O prédio já se encontra concluído, equipado e mobiliado há 17 meses.
Com a abertura do resort, a Prefeitura seria beneficiada com o recolhimento de taxas, impostos e contribuições, aumentando a arrecadação tributária, que consequentemente é revertida em melhorias à população. Este projeto foi dirigido também ao tão propalado turismo de negócios, atividade primordial na manutenção da ocupação anual.
O objetivo do Blue Mountain Resort nunca foi "dividir" os turistas que hoje frequentam Campos do Jordão, mas sim buscar novos visitantes para a cidade (principalmente os de alto poder aquisitivo), que deixaram de frequentar Campos há muitos anos, além de atrair eventos, congressos e feiras.
Mesmo fechado, o site do empreendimento tem aproximadamente 500 visitas mensais e recebe inúmeros e-mails de apoio, pelo “mal entendido” que aconteceu. Por fim, resta aos investidores o acúmulo de prejuízos na manutenção de um empreendimento parado e sem faturamento, que certamente poderia estar funcionando e contribuindo para o desenvolvimento da cidade.
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